segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pensando sobre família

Acabo de assistir o filme:" Jean Charles". Muitas coisas se passaram na minha cabeça ao decorrer do filme, mas ao mesmo tempo envolvia uma só, meu irmão, que mora na Espanha. Senti muito sua falta, chorei por isso. Tive vontade de me tele-transportar pra bem perto dele e enchê-lo de carinho, pois o amo muito e o admiro também.

Logo lembrei da aula de sociologia que tive hoje de tarde na faculdade. O professor citou o papel da mãe em épocas passadas e como interagiam com seus filhos. Contou que quando nascia uma criança, eles já pensavam em mão de obra. Se fosse uma menina ou uma menino que tivesse uma saúde mais frágil, eles logo ficavam, digamos assim, decepcionados, pois a lei da sobrevivência falava mais alto e eles precisavam de mais pessoas para ajudarem no sustendo de seus lares. Depois, com o surgimento do capitalismo, as mães passaram a ficar mais em casa, cuidando de seus filhos e afazeres domésticos. Seus maridos que iam para as indústrias trabalharem.

Ele falou também do papel das mães nas sociedades burguesas, onde as mães deixavam seus filhos aos cuidados de uma pessoa que trabalhasse na casa. As mães não amamentavam, por uma questão estética, isso era posto para as amas de leite. Quando a criança tivesse idade pra fazer coisas básicas sozinhas, ela se inseria nas reuniões burguesas. E citou a era vitoriana, que foi o período da rainha Vitória e disse que ela tinha um sistema mais conservador com sua família, seus filhos.

Pensando em tudo isso, hoje as mães tem mais zelo para com seus filhos. Na grande maioria, isso em qualquer tipo de classe social, os filhos são de extrema importante para suas mães, e pais, claro. Não são vistos como mão de obra (não generalizando, pois ainda há mães que colocam os filhos para trabalharem desde pequenos), e sim, como parte, como um ser de extrema importância para sua família.

As famílias são constituídas não apenas por pessoas do mesmo sangue, mas por algo maior, pelo amor. Adotar uma outra pessoa que não lhe foi dada, e sim, que foi escolhida para fazer parte daquele grupo de pessoas que compartilham uma vida juntos, é um ato enorme de amor, assim como quem nasce no seio da família e é amado e cuidado.

Acho que a família tem um papel super importante na vida e na formação de qualquer pessoa. São as pessoas que dificilmente nos deixarão na mão quando precisarmos. São aqueles que vão nos compreender, nos amar e nos aceitar do jeito que somos. Eles vão entender quando precisarmos ficar sozinhos, quando precisarmos de alguém pra conversar, quando precisarmos gritar um palavrão bem alto, quando precisarmos dar boas gargalhadas...e eles saberão a hora de nos animar, e o que dizer para fazer isso, no momento em que a gente mais precisar. Mesmo que a gente brigue e fale coisas que, provavelmente, não era para serem ditas, eles vão nos entender e aceitar nossas mais sinceras desculpas.

Família não é apenas sangue, é também união. E muitas famílias não são sangue, são apenas união.

Pensando nisso, acho que família, hoje em dia, perdeu aquela forma clássica, mãe, pai, filhos...todos juntos pra foto de natal. Hoje ela pode ser constituída por pai, pai, filho, cachorro, gato, avó...ou, mãe, mãe, filha negra, filho asiático, papagaio...ou até, os amigos, aqueles verdadeiros amigos que estão sempre juntos para o que der e vier. Pra mim, acho que o que realmente importa na vida é ter alguém para chamar de família.

Não sei se penso em uma forma linda de família, dizendo que todos se ajudam, porque tenho uma família extremamente linda e unida. Ou se é a forma de família que eu queria que todos tivessem, pois sei que nem tudo são rosas.

Bem, sei que tinha mais coisas pra escrever aqui, mas como eu penso mais rápido do que consigo falar e escrever, tudo se embaralha e acabo me confundindo e me cansando.

Amo a todos aqueles que posso, com orgulho, chamar de família! Escrevo tudo isso pensando no meu irmão, claro que na minha família também, mas foi pensando nele que tive a idéia e a vontade de escrever algo aqui.

Abraços.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pensando sobre religião.

O que seria para nós a religião hoje em dia? Que importância ela teria para nós nos dias de hoje?
Começo falando de crenças pessoais, pois isso leva ao religar a algo, e, a formação de uma religião.
As crenças pessoais tem sua lógica e, digamos, que sua impotância. Ela é uma válvula de escape para muitas pessoas que não conseguem encontrar uma explicação unicamente real no sentido da vida. (Esse real que emprego, é no sentido de algo palpável). Muitas pessoas precisam de alguma explicação que venha de algo abstrato, por não conseguir explicar certas coisas, coisas como o desencadear de suas próprias vidas. Essas pessoas preferem transfirir seus erros e acertos a um "Deus", ou algo superior a elas. Ex: "não consegui certo emprego, porque Deus quis assim." Isso acaba gerando um certo "conforto" em relação a vida, aos objetivos pessoas de cada um, pois não terei que fazer grandes esforços, apenas esperar o que o plano divino me reservou. Porém outras pessoas se esforçam ao máximo esperando que "Deus", ou alguém lá do céu, veja seu esforço e dê sua tão esperada recompensa.
Voltanto as crenças pessoais, isso é algo natural e tolerável até certo ponto. Quando alguém tem sua fé, seu acreditar em algo divino, e a mantém pra si, sem querer pregar o seu ponto de vista, é algo totalmente tolerável, pois cada um tem sua opinião e devemos respeitá-la, segundo uma questão de ética. Mas quando outra pessoa vem querendo que acreditemos e concordemos com seu ponto de vista, com o seu achar (pois, devemos concordar que até hoje temos muitos achares, mas nada concreto em relação ao divino), isso é intolerável. Eu não tenho que concordar com pontos de vistas que até então eram estranhos a minha pessoa. E creio que não tenha que ouvir coisas com as quais não concorde. Ouvir, tudo bem, pois é até interessante saber no que outras pessoas pensam a repeito disso, mas vir a concordar e fazer disso meu propósito de vida, é diferente. Claro, que se eu me identificar com o que a pessoa está dizendo e achar uma razão pessoal nisso, posso fazer com que isso seja também minha válvura de escape.
A medida que certa crença cresce e alcance um certo número de pessoas, isso acaba se tornando uma religião.
Certas religiões vêm fazendo grande mal a sociedade ao longo dos séculos. Tentando buscar o maior número de pessoas possíveis e alienando-as. Fazendo com que as pessoas acreditem que são inferiores a seu Deus, que certas maneiras de viver, de agir, e até certos sonhos, são pecados. Que temos que seguir um certo padrão de vida e fazer certas coisas para que seu Deus fique feliz e fatisfeito. Caso contrário, serei um pecador e irei para o inferno para aprender "boas maneiras".
Indo para a questão central, qual a importância da religião nos tempos de hoje? Desculpe, mas creio que nenhuma. Principalmente as institucionais e suas igrejas, fábricas de alienação e acumulação de capital.
Se nem nos tempos de nossa colonização, ai indo ao cristianismo pregado na "nova terra", era importante, hoje seria? Na minha opinião pessoal isso mais degradou do que ajudou, pois quem sou eu pra querer mudar a cultura de um povo? Pra que os verdadeiros donos da terra, os índios (leigamente chamados), teriam que acreditar em um outro Deus, aprender uma outra língua, e usar garfo e faca?...Milhões foram mortos, escravizados e ainda mais leigamente chamados de bábaros primitivos. Bem isso é uma outra questão que entra também em fato social, questão essa que não estou abordando aqui.
Concluindo por agora, creio que nos dias de hoje não haja mais tanto sentido em religião. Mas sem tirar as crenças pessoais no momento. Pois, como disse antes, é uma válvula de escape que muitas pessoas ainda precisam. Não que seja uma coisa totalmente boa, pois com essa vávula, saímos um pouco da realidade da vida real.

Obs: Não nego de que o mito teve sua importância na formação das sociedades primitivas. Mas isso é uma questão mais ampla e mais profunda, que não falarei por agora.

Até que me convensam do contrário, essa é minha opinião.

Abraços.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um ser estranho em um mundo estranho.

Me sinto estranha. Mas quem nunca se sentiu estranho(a)? Ultimamente venho pensando muito como as coisas são estranhas, mas ao mesmo tempo como elas se encaixam bem. As vezes parece que eu acabei de nascer e tudo é novo pra mim. Me sinto vazia, como se a vida não tivesse sentido...isso é muito ruim. E eu que sempre senti prazer em viver, sempre adorei cada momento da vida!
Fico pensando que como tudo se criou, porque que as coisas são do jeito que são. Elas poderiam ser diferentes, as pessoas com formas diferentes, o mundo com forma diferente...mas ai mesmo que seria estranho.
Em certos momento me sinto muito só. Como se só eu no mundo tivesse esse tipo de pensamento, como se eu fosse estranha do resto do mundo, mas olho pra mim e vejo que sou igual a todas as pessoas.
Converso com os outros pedindo socorro por dentro, gritando que preciso que me ajudem...mas só eu posso me ajudar. Eu sei que dentro de mim tem as respostas que eu preciso pra me sentir melhor.
A vida é muito preciosa e gostosa de se viver, eu sei disso. E sei também que melhorarei um dia.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ovo ou a galinha?

Andei pensando muito a respeito dessa pergunta tão perguntada: " Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?"

Os animais vem sofrendo mutações constantes. Daí pensei: " O ovo nasceu primeiro, porque os animais vieram sofrendo mutações até que um dia, pluf, surgiu a galinha desse jeito."

Daí, pensei em outra resposta pra isso. A galinha, porque a galinha antes de ter o nome galinha não tinha nome nenhum. Poderia se chamar, pato, mato, mas não, chamou galinha. Aí ela nasceu primeiro. Mas espera ai, o ovo já chamava ovo antes da galinha se chamar galinha?

Mas acho que independente de quando o nome foi dado, o ovo nasceu mesmo primeiro. Isso, creio eu, se deve por essas várias mutações que os animais vieram sofrendo ao longo dos séculos. E, como escrevi no começo do pensamento, um dia a galinha veio do jeito que veio. Como tudo vem de alguma coisa, a galinha veio do ovo. Portanto, o ovo nasceu primeiro.

Talves isso seja muita falta do que pensar, mas foi nisso que andei pensando ultimamente.

Abraços.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer."
Samuel Butler
"Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."
Tolstoi.

domingo, 2 de setembro de 2007

"A não-violência nos conduz aos mais altos conceitos de ética, que é o objetivo de toda a evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens."

Thomas Alva Edison.
(1847-1931)