Logo lembrei da aula de sociologia que tive hoje de tarde na faculdade. O professor citou o papel da mãe em épocas passadas e como interagiam com seus filhos. Contou que quando nascia uma criança, eles já pensavam em mão de obra. Se fosse uma menina ou uma menino que tivesse uma saúde mais frágil, eles logo ficavam, digamos assim, decepcionados, pois a lei da sobrevivência falava mais alto e eles precisavam de mais pessoas para ajudarem no sustendo de seus lares. Depois, com o surgimento do capitalismo, as mães passaram a ficar mais em casa, cuidando de seus filhos e afazeres domésticos. Seus maridos que iam para as indústrias trabalharem.
Ele falou também do papel das mães nas sociedades burguesas, onde as mães deixavam seus filhos aos cuidados de uma pessoa que trabalhasse na casa. As mães não amamentavam, por uma questão estética, isso era posto para as amas de leite. Quando a criança tivesse idade pra fazer coisas básicas sozinhas, ela se inseria nas reuniões burguesas. E citou a era vitoriana, que foi o período da rainha Vitória e disse que ela tinha um sistema mais conservador com sua família, seus filhos.
Pensando em tudo isso, hoje as mães tem mais zelo para com seus filhos. Na grande maioria, isso em qualquer tipo de classe social, os filhos são de extrema importante para suas mães, e pais, claro. Não são vistos como mão de obra (não generalizando, pois ainda há mães que colocam os filhos para trabalharem desde pequenos), e sim, como parte, como um ser de extrema importância para sua família.
As famílias são constituídas não apenas por pessoas do mesmo sangue, mas por algo maior, pelo amor. Adotar uma outra pessoa que não lhe foi dada, e sim, que foi escolhida para fazer parte daquele grupo de pessoas que compartilham uma vida juntos, é um ato enorme de amor, assim como quem nasce no seio da família e é amado e cuidado.
Acho que a família tem um papel super importante na vida e na formação de qualquer pessoa. São as pessoas que dificilmente nos deixarão na mão quando precisarmos. São aqueles que vão nos compreender, nos amar e nos aceitar do jeito que somos. Eles vão entender quando precisarmos ficar sozinhos, quando precisarmos de alguém pra conversar, quando precisarmos gritar um palavrão bem alto, quando precisarmos dar boas gargalhadas...e eles saberão a hora de nos animar, e o que dizer para fazer isso, no momento em que a gente mais precisar. Mesmo que a gente brigue e fale coisas que, provavelmente, não era para serem ditas, eles vão nos entender e aceitar nossas mais sinceras desculpas.
Família não é apenas sangue, é também união. E muitas famílias não são sangue, são apenas união.
Pensando nisso, acho que família, hoje em dia, perdeu aquela forma clássica, mãe, pai, filhos...todos juntos pra foto de natal. Hoje ela pode ser constituída por pai, pai, filho, cachorro, gato, avó...ou, mãe, mãe, filha negra, filho asiático, papagaio...ou até, os amigos, aqueles verdadeiros amigos que estão sempre juntos para o que der e vier. Pra mim, acho que o que realmente importa na vida é ter alguém para chamar de família.
Não sei se penso em uma forma linda de família, dizendo que todos se ajudam, porque tenho uma família extremamente linda e unida. Ou se é a forma de família que eu queria que todos tivessem, pois sei que nem tudo são rosas.
Bem, sei que tinha mais coisas pra escrever aqui, mas como eu penso mais rápido do que consigo falar e escrever, tudo se embaralha e acabo me confundindo e me cansando.
Amo a todos aqueles que posso, com orgulho, chamar de família! Escrevo tudo isso pensando no meu irmão, claro que na minha família também, mas foi pensando nele que tive a idéia e a vontade de escrever algo aqui.
Abraços.