domingo, 2 de setembro de 2007

A mídia

"Uma barreira contra a discussão justa sobre os direitos animais é a mídia. Como ocorre com a tanta freqüência, hoje em dia, nossa percepção do "mundo real" é baseada no que vemos na televisão ou lemos nos jornais. Isso já deveria acionar um alarme logo de cara. Talvez Paul Watson exagere ao afirmar que " a mídia só se preocupa com quatro elementos: sexo, escândalo,violência e celebridade, e se você não tiver um desses elementos em sua matéria, então não tem uma matéria". Mesmo assim, há muita verdade no que Watson diz. Aterrissagens perfeitas? Difícil conseguir uma cobertura disso. A mídia adora um desastre de avião. Adicione um pouco de sexo, escândalo e duas ou três celebridades, misture tudo e pronto, você já é candidato à primeira página. Se duvidar do que digo, assista às notícias de hoje ou leia os jornais de amanhã.Como a mídia procura o que é sensacional, pode-se contar com ela para cobrir direitos animais quando alguma coisa bizarra ou fora-da-lei acontece. Membros da Frente de Libertação Animal (ALF, na sigla em inglês) explodem uma bomba num laboratório. Um ativista contra o uso de peles atira uma torta na cara de Calvin Klein. Este é o tipo de matéria que a gente constuma ver ou ler. E quanto aoprotesto pacífico de ontem, do lado de fora de uma loja de peles, ou à palestra sobre direitos animais na faculdade de Direito na noite passada? Isso raramente é noticiado. Notícias sobre direitos animais que não sejam sensacionalistas não "sangram" sufucientemente para o gosto da mídia. Não admira que o público em geral veja os defensores dos direitos animais como um mero bando de palhaços e de desajustados sociais. Quase sempre, essa é a única mensagem que passa pelos filtros da mídia.
"texto tirado do livro : "Jaulas vazias" de Tom Regan.
Não pude deixar de não passar para outras pessoas um texto bom como esse.

Um comentário:

>>>carlos disse...

muito bom esse texto infelizmente as pessoas não tem capacidade de reconhecerem as suas banalidades contra a vida animal